Projeto Lontra

Cerca de 20 quilômetros separam o aeroporto internacional de Florianópolis de uma experiência de viagem que é muito comum em outros países, mas que ainda engatinha no Brasil – o turismo de conservação. O Instituto Ekko Brasil (IEB) há 30 anos trabalha pela recuperação e conservação da lontra neotropical (Lontralongicaudis) em Florianópolis e tem um projeto científico que recebe voluntários para acompanhar suas atividades e proporcionar uma interação com a natureza que vai muito além da observação. Ela integra o turista à natureza de uma maneira transformadora.

“E é uma experiência que pode ser em família, com crianças a partir de 10 anos, jovens a partir de 18 anos e sem limite de idade”, conta Alessandra Bez Birolo, presidente do Instituto Ekko Brasil e pesquisadora do projeto Lontra. Ela é engenheira de aquicultura e bióloga.

Alessandra Bez Birolo, presidente do Instituto Ekko Brasil e pesquisadora do projeto Lontra
Projeto Lontra

 

“Aqui no Projeto Lontra recebemos muitos estrangeiros porque a cultura do turismo de voluntariado não é muito disseminada no país”, explica.

O Instituto Ekko Brasil não tem fins lucrativos e a contribuição do voluntário com a hospedagem é para financiar as despesas de manutenção do local e do próprio projeto.

 A viagem para conhecer e conviver com as lontras

 O turista se inscreve pelo site para passar uma temporada no IEB. A agenda de conservação é de quatro semanas, mas o turista pode optar pelo tempo que deseja ficar. O IEB tem capacidade para receber até 15 turistas voluntários de uma só vez.

Quando chegam, os voluntários recebem as informações de funcionamento do local, as rotinas de limpeza e alimentação das lontras, da coleta de dados nas expedições científicas. Para acessar o local há senhas individuais.

O trabalho voluntário ocorre entre 8h e 18h de segunda a sexta-feira e nos outros horários e aos finais de semana o turista está livre para passear pelas imediações de Florianópolis. “Mas aqui no Projeto Lontra ele já tem contato com as praias lindas, os costões rochosos. O monitoramento das tocas das lontras é mágico. Elas têm refúgios. E a gente aprende muito com elas – a não fazer tudo com pressa, a respeitar o tempo”, diz Alessandra.

O IEB oferece oportunidades de interação entre as pessoas também. “Há integração na hora de comer. Não fornecemos refeições, mas uma cozinha para que possam preparar os seus próprios alimentos. É comum recebermos pessoas de países com conflitos históricos e que aqui fazem amizade”, comemora.

 

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